• Cristina Horst

Vale à pena fazer um empréstimo para quitar outras dívidas?


Viver está cada dia mais caro. Os preços no supermercado não param de subir, toda hora vem um reajuste na gasolina e uma bandeira diferente na conta de luz. Quando somos pegos desprevenidos pode acontecer de faltar dinheiro para tudo o que havíamos planejado.

Quando as finanças estão minimamente organizadas, a gente sabe que dá para resolver mês que vem. O problema é que tudo se repete e às vezes simplesmente não dá: vira uma bola de neve!

Nessas horas vem a dúvida: vale a pena fazer um empréstimo para quitar tudo o que tem atrasado de uma vez só?

Como eu não consigo saber qual é a sua realidade aí, vou te dar algumas ideias de como chegar nessa resposta a partir de algumas perguntas.


O que você realmente precisa?

O momento de levantar todos os seus compromissos e montar a sua estratégia de quitação merece toda a atenção. Negociações apressadas podem te devolver ao mesmo lugar que você está tentando sair. Então, com calma, faça o levantamento de todas as pequenas dívidas que precisa quitar.

Por exemplo: Se você está precisando quitar suas contas com o cartão de crédito e com o cheque especial, verifique qual o valor total de cada uma das dívidas, qual o desconto para pagamento integral e qual a taxa de juros praticadas em cada uma. É a partir dessas informações que você vai conseguir definir o valor real que você precisa buscar em uma nova negociação e entender se, da perspectiva financeira, a troca de uma dívida por outra fará sentido para você. Às vezes a renegociação com o credor também pode ser uma boa opção.


Quais são as condições desse novo empréstimo?

Além do valor inicial emprestado e do montante total que você irá devolver ao final do contrato, entenda as outras condições desse empréstimo, como o valor mensal a ser pago, quanto tempo vai durar esse pagamento, quais as taxas de juros praticadas e o sistema de amortização adotado. Afinal de contas, estamos falando do seu futuro.


A nova parcela cabe no seu bolso?

Ao realizar essas projeções lembre-se de prever uma “folguinha” no seu orçamento mensal. Planejamentos formados sem nenhuma flexibilidade financeira certamente estão condenados ao fracasso no longo prazo, simplesmente porque coisas acontecem: o pneu do carro fura, a geladeira queima, a gente fica doente...

E essa negociação é algo que vai se estender por vários meses, talvez até anos.

Então, seja realista e saiba exatamente qual é o valor mensal que você pode destinar à quitação dessas dívidas, sem comprometer o restante do seu orçamento. Assim, você já terá um bom parâmetro de negociação, protegendo as suas finanças de negociações ruins.



Antes de fazer um novo compromisso financeiro, por melhor que a ideia de juntar tudo num lugar só possa parecer, você precisa saber se vai ser capaz de arcar com esse novo compromisso.


Caso as contas estejam desequilibradas e você esteja em uma situação em que gasta mais do que ganha, reavalie suas finanças para cortar o que não for essencial, ajustar os gastos possíveis e até mesmo pensar em formas de ganhar mais dinheiro para buscar o equilíbrio.


Um empréstimo nesse contexto seria capaz de resolver seus problemas apenas por um curto período de tempo, mas o futuro não seria nada gentil pois a situação de endividamento continuaria a se repetir até se tornar novamente em uma bola de neve.


Não importa como você foi parar nessa enrascada financeira, precisa se planejar para sair de vez dessa situação e não apenas encontrar soluções paliativas que vão te trazer novamente o mesmo problema.


Então, pesquise com calma, entenda o seu cenário atual e faça negociações baseadas em informações reais, extraídas da sua própria vida financeira.


Fará sentido realizar um empréstimo para quitar outras dívidas se:

- financeiramente a operação te trouxer diminuição do valor total ou mesmo um alívio mensal no orçamento;

- essa estratégia for planejada e couber no seu bolso;

- no longo prazo você consiga se manter fiel a essa estratégia.


O mais importante aqui é entender as suas possibilidades e usar essas informações para tomar as próprias decisões. Um bom planejamento financeiro vai te ajudar a definir isso, e para saber mais, é só clicar AQUI.


Até a próxima!