• Cristina Horst

PRIMEIROS PASSOS PARA QUEM QUER COMEÇAR A INVESTIR

Investimento é um assunto que nunca sai de moda. Volta e meia aparece aquele amigo falando de uma excelente oportunidade de investimento ou então surge aquela propaganda nas redes sociais que nos levam a pensar nisso.


Mas o que eu realmente preciso saber pra entrar nesse mundo?

O essencial é entender que não existe fórmula mágica de enriquecimento. Os golpes nessa área são tão difundidos justamente pela displicência com que tratamos nossos objetivos e pela ganância que cega e nos faz acreditar nas promessas de ganhos rápidos sem esforço.

Não caia nessa mentira, somos mais inteligentes que isso.

Eu acredito que o caminho do enriquecimento é o do trabalho, focar na carreira para ganhar mais e assim conseguir poupar mais e investir. O que realmente funciona é o trabalho, disciplina e tempo pra deixar o dinheiro render.

Um dos pensamentos que mais impede de começarmos é pensar que é preciso ter muito dinheiro pra começar a investir. E justamente pra desmistificar isso eu vou te ensinar algumas estratégias para que você possa dar os primeiros passos!



Quanto preciso ter para começar a investir

Tem gente que diz que não pode investir porque tem pouco dinheiro. Precisamos saber o que é esse pouco. Pra quebrar isso de vez, você precisa saber que:

1 - é possível investir no Tesouro Direto a partir de R$35,00;

2 - a partir de R$108,00 você consegue investir no Tesouro Selic, que é aquele título do Tesouro Direto para quem quer começar a construir a sua reserva de emergência;

3 - as contas remuneradas geralmente não têm valor mínimo para começar a investir, dependendo da instituição, você só vai precisar de um valor mínimo para abrir a conta lá, que geralmente é de R$100,00;

4 - você também consegue encontrar Fundos DI taxa zero a partir de R$100,00.

Agora que você já sabe o valor que precisa ter para começar, vai precisar escolher a sua corretora de investimentos. Ela só não será necessária se escolher investir em contas remuneradas.


Existem dois tipos principais de corretoras: aquela dos bancos e as corretoras independentes.

A corretora do banco é como se fosse uma loja de uma marca só, onde você tem todos os produtos apenas daquele banco, ou seja, “daquela marca”. Geralmente elas têm taxas piores e produtos que não rendem tanto. No entanto, você pode ter certa facilidade para acessá-la, pois já aproveita o seu relacionamento com o banco.

As corretoras independentes funcionam como se fossem um supermercado. Em suas “prateleiras” você vai encontrar produtos de diversas outras instituições, onde a chance de encontrar investimentos mais interessantes é muito maior. Abrir a sua conta em uma corretora dessas é muito fácil, pois você pode fazer tudo pela internet.


Como escolher a melhor opção de corretora para você

Pra escolher a melhor opção pra você, as taxas que são cobradas e os serviços que são oferecidos. Por exemplo: tem algumas que possuem taxas mais altas, mas disponibilizam o serviço de assessoria de investimentos para te apoiar, outras oferecem taxas mais baixas e até algumas isenções mas não tem esses serviços de apoio.

Outro ponto que vai te ajudar nesse processo de escolha é consultar a reputação dessa corretora em sites como o Reclame Aqui. Pois ali você poderá se inteirar se os problemas com os clientes são recorrentes, porque em breve você poderá ser um desses clientes.

E se ainda assim você ficar com dúvida sobre a idoneidade dessa corretora, você pode pesquisar sobre ela no site da CVM - Comissão de valores mobiliários, que é o órgão do Governo que fiscaliza essas instituições. Lá você consegue verificar se a corretora está registrada e regular. http://www.cvm.gov.br/

Informação importante: A corretora apenas intermedia a transação para seu investimento, não é ela quem faz a gestão do seu recurso. Por exemplo: se você escolher investir um CDB de um banco, quem vai ser o gestor do seu recurso é esse banco que recebeu seu dinheiro. Assim, a corretora não tem nenhuma responsabilidade caso a instituição que você escolheu para fazer o seu investimento chegue a "falir". Agora caso quem "desapareça" seja a sua corretora, seu dinheiro vai continuar aplicado no mesmo lugar e quem vai ter as orientações para esse resgate é a CVM - Comissão de Valores Mobiliários e o BC - Banco Central.


Perfil de investidor

Depois que você fizer a abertura da sua conta na corretora que escolheu, vai precisar preencher um teste de perfil chamado “teste suitability”. Nesse teste você vai responder a perguntas desse tipo: Se você investir em uma ação e o preço dela cair, o que você faz: vende tudo na hora, investe mais ou espera pra ver o que vai acontecer? Aqui não tem resposta certa ou errada, você precisa preencher porque é com base nessas informações que a corretora poderá fazer a indicação dos produtos que são mais adequados para o seu perfil.


Quanto investir?

A resposta certa é: qualquer quantia que você tiver. O principal é construir o hábito de investir. Abrir mão de consumir algo agora para ter no futuro não é tarefa fácil, por isso, investir precisa se tornar um hábito.

É igual ir na academia: não adianta chegar lá e querer pegar muito peso que você vai acabar se machucando. Só com o tempo é que as pessoas vão fortalecendo os músculos e então chegarão aonde desejam. Investir também é assim, por isso comece pelo mais simples que com o tempo você vai estudando e se sentindo mais preparado para dar os próximos passos.

O segredo aqui é começar, aguardar e investir.

Eu gosto muito de recomendar o método 70/30, onde 70% da sua renda é destinada para custear o seu padrão de vida e os outros 30% são direcionados para seus investimentos. Mas eu sei que

isso pode ser bem sacrificante.

Então a dica por aqui é: faça o possível hoje e depois, com o tempo, você aumenta esse valor.


Onde investir?

Para começar, o seu objetivo inicial deve ser a construção da sua reserva de emergência, que deve corresponder ao total de seis meses da sua renda.

Como esse dinheiro será direcionado para te dar mais segurança em um período de aperto financeiro, precisa ser de alta liquidez, ou seja, precisa ser fácil e rápido transformar esse investimento em dinheiro vivo. E também deve ser investido em um lugar seguro, pra você não correr o risco de precisar e ele ter diminuído.

Eu recomendo sempre começar com títulos como o Tesouro Selic, contas com remuneração, Fundos DI taxa zero ou CDB’s de liquidez diária que renda no mínimo 100% do CDI. Escolha um e comece. Com o tempo vai estudando e entendendo as outras opções, o mais importante aqui é sair da paralisia e iniciar a sua trajetória investidora.


Lembre que cada investimento serve a um objetivo específico, por isso é sempre importante entender:

- o prazo que você quer que esse dinheiro retorne para você;

- qual o valor que você dispõe para começar a investir e se pretende continuar os aportes;

- qual a rentabilidade esperada e o risco que você deseja correr com esse investimento. Lembre que risco e rentabilidade andam juntos, quanto maior a possibilidade de rendimento, maior é o risco também.

Comece com o que tiver disponível com o investimento que se sentir mais confortável em fazer nesse momento.

Continue estudando e mantenha a disciplina de investir, assim o tempo atuará a seu favor e o conhecimento te ajudará a continuar fazendo as melhores escolhas pra você.


E lembre-se: esse é só o primeiro passo...



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