• Cristina Horst

PORQUE MISTURAR CONTAS PESSOAIS E EMPRESARIAIS PODE TE PREJUDICAR

A vida do empreendedor não é nada fácil: contas a receber e a pagar, fornecedor, gestão de agenda, e por aí vai... Mas em meio a tanta movimentação, como é que sobra tempo pra gerir as finanças pessoais? Aliás, porque que precisa ser separado das contas da empresa e como fazer isso?


São as resposta para essas dúvidas que você vai encontrar aqui!


Mesmo que você seja autônomo, o seu dinheiro pessoal e o da sua empresa precisam se entendidos de maneira separadas. Quando existe a confusão, fica difícil entender e prever uma crise financeira que pode acontecer em razão dos gastos pessoais estarem acima da capacidade de pagamento empresarial. E isso acontece com mais freqüência do que você imagina!


No mundo ideal, a gestão das despesas e receitas pessoais e as da empresa devem acontecer em contas separadas. Se essa já é uma realidade por aí, uma vez por mês deve acontecer a transferência de um valor da conta profissional para a pessoal, que corresponderá ao seu salário (ou pró-labore).


Entenda que o acompanhamento dos números da sua empresa é essencial para chegar ao estabelecimento de um salário pra você. Essa análise também te proporcionará outros insights. Veja, por exemplo, o menor faturamento que você teve no último ano. Esse valor, descontado todos os custos fixos e variáveis da sua empresa, é suficiente para cobrir seu custo de vida?

Se a resposta for não, estamos diante o dilema de qual solução será adotada para a questão: diminuir os custos de vida ou aumentar as receitas?


Existem duas formas de estabelecer um valor de salário real e que não comprometa as finanças da sua empresa:


- Primeira: definir esse valor com base no faturamento do pior mês de recebimentos. A lógica é a de que se os seus gastos pessoais se mantiverem iguais ou inferior à possibilidade de pagamento do pior mês de faturamento da sua empresa, seu orçamento pessoal jamais irá sangrar o orçamento empresarial.


- Segunda: definir sua retirada como um percentual sobre a média de receita do mês anterior. Essa estratégia exige um pouco mais de atenção para não causar confusão e acabar sofrendo com surpresas negativas no final do mês. Por exemplo: se a sua média de faturamento girar em torno de R$ 3.000,00, você pode direcionar 30% desse valor para os custos do seu negócio (R$900,00) e destinar o restante para custear o seu padrão de vida, que equivale ao seu “salário”.


Escolha o formato que fizer mais sentido e que for mais simples pra você. Essa atitude de estabelecer um valor para a sua remuneração vai ter dar mais liberdade e tranquilidade para suas decisões.


Se ainda assim você ficar na dúvida, pense o seguinte: se eu precisasse contratar alguém para fazer o que eu faço, o “salário” que eu retiro seria o mesmo que pagaria? Se a resposta for não, isso é um grande indício de que as contas da sua via pessoal estão acima do que a saúde financeira da sua empresa recomenda.


Por fim, tenho quatro dicas infalíveis que vão te ajudar a cuidar melhor das suas finanças:


1- Conheça o seu custo de vida pessoal e tenha um limite de gastos para aqueles custos variáveis, como mercado e o delivery. Isso vai te ajudar a não extrapolar o valor destinado aos seus custos pessoais.


2- Entenda o fluxo de caixa empresarial para programar entradas e saídas de acordo com os seus recebimentos. Esse controle é que vai apontar o melhor dia para a retirada do seu “salário”.


3- Tenha sua reserva pessoal para os imprevistos e emergências financeiros.


4- Reinvista na sua empresa e em você, que é seu principal ativo.


Esse é um “start” para a sua organização pessoal e empresarial. O aprimoramento virá com a prática e com a sua disposição a se desenvolver para uma gestão mais eficiente do seu dinheiro!


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