• Cristina Horst

POR ONDE COMEÇAR A SUA ORGANIZAÇÃO FINANCEIRA

Se você digitar essa pergunta no Google, surgirá uma diversidade infinita de respostas indicando os passos a serem seguidos. Mas essas dicas serão de pouco valor se você não souber onde está.


Imagina que você me ligue e me pergunte como chegar na praça central da sua cidade. Antes de dizer que caminho você deve tomar, preciso saber onde você está! É a mesma coisa com as suas finanças: para recomendar o caminho mais adequado é necessário entender qual o seu momento financeiro.


Identificar o seu momento financeiro é simples e inclui três passos principais:

1- Mapear todas as previsões de recebimentos do mês.

2- Listar todos os seus comprometimentos financeiros, o que significa relacionar tudo o que você já sabe que terá que pagar ao longo do mês.

3 – Fazer a conta de despesas menos receitas.


E aí, qual foi o resultado? É a partir dessa resposta que você identificará o seu momento: se faltou dinheiro para cumprir com todos os compromissos, você está no “momento endividado”; se os valores de receitas e despesas forem equivalentes você está no “zero a zero”; e se teve uma sobrinha de orçamento, esse é o momento de investir.


Lembrando que essa autoanálise precisa ser sincera e realista pra que o caminho que você escolha faça sentido. E aqui eu vou te apresentar ideias para a sua organização financeira de acordo com os três principais momentos financeiros: devedor, equilibrado, investidor.


Momento devedor

Quando a pessoa está nesse estágio pode se sentir sufocada e sem saber pra onde ir, pois tudo parece ter prioridade. Confusão e pressa não te ajudarão a resolver seus problemas. Aqui é preciso ter tranquilidade e atenção para montar um planejamento realmente eficaz.


São três os estágios para essa organização: listar, priorizar e agir.

- Listar: Liste todas as suas dívidas com as informações mais importantes, como valor total, valor da parcela, prazo e custo efetivo total, composto pelas taxas de juros, multas e demais custos embutidos.

- Priorizar: Monte o seu planejamento de quitação considerando a seguinte ordem: prioridade de pagamento para as dívidas que garantem as suas condições mínimas de sobrevivência, como moradia e alimentação; depois as que possuem bens atrelados como financiamento de casa ou carro; e por fim as dívidas de menor valor total para quitação e as que tiverem o menor valor de parcela.

- Agir: Aqui é o momento de colocar seu plano de quitação em ação e iniciar as negociações com os seus credores. Em qualquer hipótese de negociação você deve levar em conta a sua capacidade de pagamento, pois tão importante quanto sair das dívidas é garantir que você não voltará pra lá.



Momento equilibrado (zero a zero)

Esse é o caso de quando “dá empate”, ou seja, as receitas e as despesas estão praticamente iguais. A minha sugestão é que você adote a organização orçamentária do 70/30, onde você vai separar a renda em fatias, definindo quanto você vai gastar com as duas principais categorias de vida: os gastos de hoje e do futuro.


Essa proposta funciona assim: calcule tudo o que você tem pra receber e divida esse valor distribuindo:

- 30% como meta de investimento para seus desejos e necessidades futuras. Isso inclui a criação de uma reserva financeira e suas outras metas, como a viagem do ano, a troca do celular ou do carro, etc.

- 70% para o custeio de sua vida de hoje com seus gastos com moradia, alimentação, transporte, saúde e lazer.



Momento investidor

Esse é o melhor dos mundos: quando já sobra uma graninha pra investir. Os investimentos ajudam nosso patrimônio a engordar, mas o que faz que eles cresçam de verdade é o trabalho contínuo de investir mês a mês.


A melhor alternativa para a organização financeira desse momento é destinar o valor para os investimentos logo quando receber.

Esperar o mês inteiro com o dinheiro na conta, para ao final do mês ver o que sobra para investir não é uma boa estratégia, porque teremos tentações demais para vencer ao longo do caminho. Receber e investir vai funcionar como um atalho e uma garantia de se manter focado nos seus objetivos. Também recomendo a utilização da estratégia 70/30 para esse momento.



Vale lembrar que ao longo do processo, quanto mais simples você mantiver a sua organização financeira, maior será a chance dela ser incorporada no seu dia a dia e se tornar realmente eficaz.


Não existe fórmula mágica nem um único jeito certo de organizar seu dinheiro. O que existem são estratégias diferentes que podem ser adequadas de acordo com cada momento e perfil.


Escolha o que mais faz sentido para você nesse momento e comece o quanto antes! Quanto mais cedo começar, mais perto estará da realização dos seus sonhos do futuro! Espero te acompanhar até esse momento! E lembre-se:

a organização financeira é uma das ferramentas que irá compor o seu planejamento, mas o planejamento como um todo vai muito além de organizar as finanças.

Até a próxima!


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