• Cristina Horst

Crenças limitantes: será que o inimigo mora ao lado?


Porque toda vez que tentamos nos organizar financeiramente, acontece alguma coisa e voltamos à estaca zero?

Daí, para tentar resolver, a gente pega um livro de autoajuda e se depara com isso: “nada muda se você não mudar”. Mas como fazer isso se nem eu mesmo consigo perceber o que é preciso mudar?

Essa é a grande questão: nosso comportamento da vida adulta é um reflexo das experiências que de alguma maneira vivenciamos ou absorvemos, e nem tudo acontece de modo consciente e fácil de identificar.

Em meio a essas vivências se formam as tais das crenças limitantes. Pode ser por uma coisa que você ouviu a infância inteira, algo que você viveu ou simplesmente uma situação com a qual se deparou. Isso o marcou tão profundamente, que agora influencia diretamente o seu comportamento, inclusive pode influenciar a sua forma de lidar com o dinheiro.

Mesmo sem saber como ou porque esse pensamento se instalou como verdade aí na sua vida, tem jeito de se livrar dele!

O caminho é: identificar quando esse pensamento é verdade e quando não é; e então relacionar com o seu momento de vida atual, para entender se faz sentido hoje ou não.

Para ficar mais fácil, vamos a alguns exemplos:

“Gente rica é ruim”

De tanto assistir novela e telejornal, essa é uma premissa impregnada na nossa mente como verdade. Mas não é bem assim.

Confirmamos o pensamento de que gente rica é ruim quando assistimos a teledramaturgia ou quando vemos um caso específico no jornal.

Mas isso não é verdade quando você pensa na própria relação saudável e de abundância com o dinheiro; ou quando se depara com notícias de ONG’s financiadas com dinheiro privado fazendo benfeitorias a pessoas carentes, por exemplo.


“E se eu morrer amanhã? Vou aproveitar porque só se vive uma vez”

Esse pensamento é uma desculpa comum entre aqueles que negligenciam as próprias escolhas e entregam o futuro à própria sorte.

Ele se torna verdade quando pensamos na nossa vida humana na terra, que realmente é finita.

No entanto, focar apenas na brevidade e finitude da vida deixa de ser uma verdade quando percebemos que a expectativa de vida do brasileiro tem aumentado e hoje já está na casa dos 76 anos. Pelo menos para a maioria de nós, ainda tem muito chão até chegar lá né?


“Mexer com dinheiro é muito difícil, não é para mim”

Tudo o que ainda não aprendemos pode parecer difícil demais.

É só ver uma criancinha quando ensaia os primeiros passos. Parece difícil demais para aquele serzinho. Mas com insistência ele aprende de depois de adulto não precisa fazer esforço algum para realizar a simples tarefa de andar. Assim também pode ser a sua relação com o dinheiro.

Mexer com dinheiro é realmente muito difícil quando você não tem conhecimento sobre o assunto e também não está disposto a aprender a dominá-lo.

Mas a partir do momento em que está disposto a aprender e a mudar a forma como cuida do próprio dinheiro, isso deixa de ser uma verdade e as dificuldades iniciais desaparecem.


“Só quem tem muito dinheiro consegue investir”

Essa crença é verdadeira apenas quando pensamos nos “investidores qualificados”, que são aqueles que precisam ter mais de 1 milhão de reais investidos para acessar tipos específicos de investimentos.

No entanto, quando voltamos para a nossa realidade e lembramos que é possível começar a investir no Tesouro Direto com pouco mais de R$30,00, essa crença de que precisa ter muito dinheiro para se tornar investidor cai por terra.


Para que essas crenças deixem de limitar a sua relação com as próprias finanças, eu sugiro que você identifique quais são as emoções e as percepções que tem em relação ao dinheiro.

Faça uma lista disso tudo e então pratique esse exercício de pensar quando essas crenças são verdadeiras e quando deixam de fazer sentido.

Vou usar o exemplo da “Márcia”, que acreditava que precisava ser rica para investir. Ela aprendeu que isso só é verdade se ela tentar acessar um tipo de investimento específico, muito superior ao que tem disponível no momento. No entanto, entendeu que é possível investir em outro lugar utilizando o dinheiro que tem hoje. Ou seja, para a situação atual da Márcia, ela pode ser investidora mesmo sem ser rica atualmente.

Assim, ela percebe que a crença antiga não faz sentido para a sua realidade atual e pode vencer essa barreira buscando mais informação e iniciando seus primeiros investimentos.

Experimente. Teste as próprias crenças para deixar as impressões negativas de lado e estar livre para construir uma nova relação com o seu dinheiro.

E se precisar de ajuda no caminho já sabe né? É só me chamar AQUI!

Até a próxima!