• Cristina Horst

COMPORTAMENTOS SABOTADORES: DESCUBRA COMO SE LIVRAR DELES!

É inegável: somos seres sociais. Gostamos de pertencer, odiamos injustiças, somos emocionais, mantemos e nutrimos valores que acreditamos e seguimos. E assim, percebemos que circunstâncias semelhantes são capazes de produzir efeitos bastante distintos entre as pessoas.


Quando se trata de dinheiro então, a história se complica ainda mais, pois pensamos em curto prazo e somos extremamente imediatistas.


As experiências moldam nossa compreensão e a forma como nos relacionamos com o dinheiro. Isso pode implicar em pensamentos como o de que o dinheiro não traz felicidade, que é pecado ter dinheiro, que as pessoas ricas são ruins, que o dinheiro é sujo, que para obter algum bem é preciso sempre parcela e por aí vai.


Essas são as conhecidas crenças limitantes, formadas em nós sem que percebamos e que acabam por comandar nossas atitudes e decisões no presente de forma involuntária.


Para se libertar desses comportamentos involuntários, a saída é identificá-los, reconhecer suas origens, lidar com tudo isso e aprender novas formas de encarar, reagir e lidar com o dinheiro.


Nós podemos fazer mudanças, mas somente se estivermos dispostos.


Os principais gatilhos para comportamentos impulsivos e sabotadores são as próprias emoções. Dentre elas a fome, a raiva, a solidão, a ansiedade e o medo.


A autoanálise e o pensamento consciente precisam ser acionados para evitarmos que esses pensamentos e sentimentos nos conduzam a um labirinto, onde agimos de forma a nos afastar inconscientemente dos nossos objetivos.


Aqui vão algumas dicas de comportamentos que surgem a partir desses sentimentos e que podem, por meio desse combate consciente, serem afastados e assim, termos mais liberdade para de fato buscarmos nossas realizações.


Comportamentos sabotadores:


1- SER IMEDIATISTA

Deixar de pesquisar preços, avaliar a qualidade do produto e mesmo entender a utilidade disso na sua vida por “medo” de perder aquela “oportunidade”. Quando o gatilho da escassez é acionado a compra por impulso se torna eminente.

Esse gatilho pode ser acionado por palavras ou expressões tipo "promoção" ou "última oportunidade". Antes de cair nessa armadilha, avalie se o item é mesmo necessário e se o preço está mesmo compensador.


2- REALIZAR GASTOS EMOCIONAIS

O desejo de pertencer pode levar as pessoas a adotarem um padrão de vida que não é o seu apenas para se sentir pertencente a um grupo. A resposta é parar de viver a vida dos outros e buscar viver bem a partir das suas próprias possibilidades.

Os gastos emocionais também se apresentam quando buscamos a distração de sentimentos desconfortáveis como a ansiedade, a fome, entre outros. Comer e gastar se tornam atalhos comuns, mas que ao final das contas trarão o agravamento do problema, pois além do sentimento continuar aí com você, ainda haverá a somatória de um problema financeiro ou de saúde.


3- FALTA DE INFORMAÇÃO

Imagino que você já tenha se deparado com notícias de promessas milagrosas de ganhos exponenciais com determinado negócio ou investimento. Se pesquisarmos um pouco mais e tentarmos entender a dinâmica do negócio, não raro descobrimos que na verdade aquilo tudo era uma grande enganação e não passava de um golpe. Em casos como esses, a falta de informação pode nos levar a fazer escolhas equivocadas e pra se blindar desse tipo de problema a dica é buscar informação em fontes confiáveis e continuar sempre a estudar e a se atualizar. Pode parecer difícil mas é o único caminho seguro pra não te deixar cair em armadilhas.


4- CONFUSÃO ENTRE GASTOS E INVESTIMENTOS

Entender que os gastos estão relacionados apenas ao dispêndio financeiro (saída de dinheiro) e que os investimentos requerem algum tipo de retorno positivo sobre aquela ação faz toda a diferença na hora de escolher como aportar os seus recursos. Inclusive, contribui para eliminar aquela fala de autoengano para justificar uma compra desnecessária como um “investimento”. Esteja atento, pois a principal ideia a absorver desses conceitos está ligada à finalidade e ao retorno da utilização do seu dinheiro.


5- DESATENÇÃO COM COMPORTAMENTOS ROTINEIROS

Utilizar o limite bancário como extensão do salário, esse é um comportamento completamente equivocado pois as taxas de juros são altíssimas. Se essa é uma realidade na sua vida, saiba que você adotou um padrão de gastos que não condiz com a sua realidade e necessita urgentemente de um ajuste financeiro.


Achar normal ficar pagando juros e multas é outro comportamento que se transforma em um verdadeiro desperdício! Programe suas contas fixas em débito automático ou crie lembretes no celular ou na agenda e evite esse transtorno.


6- USAR O CARTÃO DE CRÉDITO DE FORMA IRRESPONSÁVEL

Usar o cartão de crédito de forma irresponsável, como se fosse uma fonte inesgotável de recursos é um grande engano! O cartão de crédito é um meio de pagamento igual ao dinheiro, não uma despesa fixa mensal.

Você precisa entender que toda compra que realiza no crédito é como se estivesse pegando emprestado, e que no momento em que a fatura vier é quando vai precisar devolver esse dinheiro.

Se você não consegue se controlar ou se o cartão de crédito é hoje um problema, a dica infalível é deixá-lo em casa!


7- IGNORAR GASTOS

Como adultos, nós mesmo devemos tomar as decisões em relação a nossa situação financeira e que não adianta esperar surgir um socorro do além, porque isso só acontece em filmes. Pensar que tudo é de extrema importância e deixar de avaliar a sua verdadeira capacidade de pagamento é um erro gigantesco. Você conhece esse tipo de fala: “passa no cartão”, “depois eu vejo”, “preciso aproveitar todas as promoções”? Se for algo comum na sua vida, esse descontrole já deve estar batendo à porta. Pra se livrar disso é preciso entender que os recursos são finitos mas as necessidades não, por isso, é preciso estabelecer prioridades e criar hábitos simples que te ajudem a manter o foco.

Dividir a grande tarefa de controlar os gastos mensais, em pequenas tarefas como a de conferir o extrato bancário e a fatura do cartão de crédito uma vez por semana, vai tornar essa ação muito mais fácil de ser executada.

Além disso, outra forma simples pra te tornar mais consciente em relação a seus gastos é a atitude de estabelecer limite financeiro para cada tipo de gasto que você tem e separar esses valores em dinheiro vivo. Assim os compromissos serão quitados ao longo do mês com a observação do que tem disponível.

Lembrando que ter uma atitude mais consciente a respeito dos seus hábitos financeiros dependem 100% da sua disposição e dedicação.


8- CULPAR TERCEIROS

Pensar que o resultado da sua vida financeira atual é responsabilidade total da atitude do outro é um grande engano.

Sabe a pessoa que tem o nome negativado porque o emprestou a algum amigo ou parente que não pagou a conta? A responsabilidade deve ser dividida, pois essa ação só foi possível porque a pessoa agiu negligentemente aceitando esse “empréstimo” de nome.

Também tem o caso daqueles que não querem controlar suas finanças porque dizem que nunca aprenderam e que os exemplos em casa nunca foram bons. Mas eu pergunto: e agora que você tem a consciência disso, o que está fazendo para mudar essa realidade?

Entender que o comportamento de terceiros pode impactar a nossa vida é tão importante quanto saber que a decisão de como reagir a isso é responsabilidade totalmente nossa. Nossa vida financeira é resultado das escolhas que realizamos, sejam elas conscientes ou não, boas ou ruins. Sem consciência é difícil superar a pressão de nossa educação e ter novos conhecimentos e habilidades, por isso o primeiro passo é se autorresponsabilizar para agir e reverter essa situação, impedindo que ela se repita.


Para todos os comportamentos sabotadores existe a possibilidade de criar comportamentos substitutos positivos como:

- manter um comportamento de tranquilidade e reflexão em relação às próprias escolhas;

- faça pausas, não tome nenhuma decisão precipitada, dê tempo cérebro animal e impulsivo acalmar;

- tornar a autoanálise e identificação das necessidades emocionais reais uma prática constante;

- buscar informações em fontes confiáveis antes de tomar decisões importantes;

- ter atenção aos comportamentos de rotina e realizar ajustes sempre que necessários;

- conhecer os seus gastos para tomar decisões conscientes e livres de impulsos emocionais;

- trocar a culpa pela responsabilidade e tomar atitudes que mudarão o seu comportamento padrão de reclamar e não agir.


Após essa análise sobre os comportamentos sabotadores fica claro que o ponto de partida para neutralizá-los é o reconhecimento de que eles existem e o entendimento da sua raiz, do porque estão ali. A partir de então, ações direcionadas para a eliminação dos seus resultados devem ser tomadas de forma consciente, pois só assim as mudanças se tornarão conscientes.


Seguimos juntos nessa jornada e focados em termos uma vida mais tranquila e com ações que realmente façam sentido!


Até a próxima!


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