• Cristina Horst

COMO FAZER O SEU DINHEIRO DURAR O MÊS INTEIRO


Uma das principais reclamações que escuto nos processos de consultoria é de que o mês ainda nem acabou e a pessoa além de não saber pra onde o dinheiro foi, também não restou nada na carteira.


Já alertava a música: “Dinheiro na mão é vendaval”...


Mas não precisa ser assim pra sempre. Com um pouco de estratégia e foco, é possível administrar melhor o que tem na carteira e retardar esse momento de tristeza no fim do mês.


Pra isso é necessário que joguemos luz nessa questão e vamos fazer isso entendendo como funciona o seu mês.


Entendendo a dinâmica do mês


1. Gastos fixos

Responde aqui: se no próximo mês você não gastar absolutamente nada a mais do que já tem comprometido com aluguel, água, luz, telefone, assinaturas de aplicativos e etc., quanto que sobra na carteira?

Se você não fizer ideia da resposta, vem comigo nesse exercício: papel e caneta na mão e comece a listar todos os seus compromissos financeiros. Isso quer dizer tudo o que você “já deve” antes mesmo do mês começar.

E aqui não adianta tentar fazer as contas “de cabeça”, tem que escrever um por um.


2. Recebimentos

Como funciona o seu mês: você é daquelas pessoas que já tem dia certo pra receber, como no caso de quem trabalha com carteira assinada ou as entradas são em dias diferentes e vão acontecendo ao longo do mês?


- Dia fixo para o recebimento

Se os recebimentos forem em data específica, fica mais fácil pra realizar esse controle. Mas se não for, isso não pode ser desculpa para evitar o planejamento financeiro. Pelo contrário, deve ser motivo pra que ele exista!


- Recebimento em dias variados durante o mês

Nesse caso, sugiro que você separe 3 marcos temporais no seu mês, por exemplo: dias 10, 20 e 30. Agora dê uma espiada nos seus extratos dos meses anteriores e avalie como funcionam essas dezenas, em qual delas costumam acontecer a maior parte dos recebimentos e quando estão concentrados a maior parte das despesas fixas.

Já está com o papel e a caneta aí, né? É pra usar! Então anota aí essas informações.


Agora que temos certa previsão sobre os gastos fixos e sobre os recebimentos, fica muito mais fácil entender e definir a estratégia para se manter dentro do orçamento, porque as decisões serão voltadas ao que conhecemos como gastos variáveis.


3. Gastos variáveis

Esses são aqueles gastos que variam de um mês para o outro e que geralmente temos mais dificuldade para estimar um valor pra eles. Pra não dar sorte ao azar, ao invés de esperarmos eles definirem quanto vão custar, vamos agir preventivamente e estabelecer um limite.


O caminho é simples:

Pra definirmos algum tipo de controle sobre esses gastos, primeiramente precisamos saber quanto temos para destinar a esses recursos.


A conta é fácil: diminua o montante que já tem comprometido com os gastos fixos do valor que você geralmente recebe por mês. O saldo dessa conta corresponde ao valor que você terá para destinar aos gastos variáveis, que são aqueles que você nunca sabe exatamente quanto vai custar.


Conhecer o seu limite de gastos vai te deixar mais consciente das suas possibilidades durante o mês. Para que essa estratégia seja ainda mais efetiva, eu te proponho trabalhar com períodos mais curtos do que os 30 dias.


Um jeito simples de não extrapolar os gastos

A gestão semanal ou a cada 10 dias é um jeito simples de manter certo controle financeiro sem muitas delongas e com a possibilidade de realizar ajustes antes que suas finanças voltem ao caos.


Nessa proposta, você divide o valor disponível para os gastos variáveis pelo tempo que deseja, como por exemplo, pelo número de semanas no mês.


Assim, a cada semana você deixará na carteira ou na conta corrente, apenas o valor que destinou para esses gastos.


Se em alguma semana os gastos extrapolarem o valor definido, você já sabe que na próxima semana vai ter que segurar os gastos para conseguir equilibrar as contas. Mas se o contrário acontecer e sobrar dinheiro, você poderá relaxar e aproveitar essa sobrinha com o que quiser.


Caso você tenha uma maior instabilidade sobre os recebimentos e não saiba ao certo como vai ser o desempenho do seu mês, você pode adequar essa divisão semanal pelo que fizer mais sentido. Por exemplo, de 10 em 10 dias ou duas vezes por mês e assim, a cada período, equilibrar os recebimentos aos compromissos financeiros que já assumiu e criar uma nova meta para os gastos variáveis.


Essa dinâmica que propus tem como objetivo facilitar a gestão das suas finanças sem dor de cabeça. A conferência do seu desempenho de tempos em tempos vai otimizar a realização de possíveis ajustes que sejam necessários.


A verdade é que quanto mais rápido você perceber os comportamentos que te afastam das suas metas financeiras, mais facilidade vai ter para retornar ao objetivo e evitar problemas maiores no futuro.


Lembre que pequenos atos realizados com determinação e consistência são capazes de realizar verdadeiros milagres. Testa aí e depois me conta foi como a experiência pra você! E se precisar de uma ajuda, me chama aqui!


Até a próxima!



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